terça-feira, 21 de maio de 2013

A importância de uma boa leitura



O ato de ler é algo que encaminha o ser humano a buscas constantes. De encontrar o imprevisível, o inesperado e até mesmo de encontrar o que já havia previsto no seu pensamento. O bom leitor almeja a eficácia de atualização do seu próprio conhecimento. Tem garantias de sonhar, conquistar, conhecer e viver o real ou o imaginário; está sempre aprendendo a aprender, realizando objetivos e trilhando novos caminhos.
Com o objetivo de estimular o gosto pela leitura, fizemos a seguinte atividade com alunos da 8ª série do Ensino Fundamental:
  1. §       Os alunos escolheram o livro literário de suas preferências;
  2. §   Como atividade extraclasse foi sugerido que fizessem pesquisas sobre o autor do livro escolhido, conhecesse um pouco sobre vida e obras;
  3. §   Após concluída a leitura, em tempo determinado em sala de aula, cada aluno fez apresentação do que leu (resumo);
  4. §  A atividade foi socializada em sala de aula e todos os alunos conheceram um pouco das diversas obras lidas pelos colegas.


Fotos da atividade:




ALGUMAS CHARGES QUE PREPAREI PARA VOCÊS!!!



quinta-feira, 16 de maio de 2013

AVANÇANDO NA PRÁTICA DA PRODUÇÃO TEXTUAL

A coerência é um dos fatores de textualidade que permitem  fazer de um amontoado de frases um texto. Mas ela não se prende exclusivamente a aspectos linguísticos: é o resultado da interação entre os interlocutores _ autor eleitor _ com o texto, e pelo texto numa dada situação sócio-comunicativa. 
A dimensão linguística fornece "pistas" para que, seja (re)construído um mundo textual, que pode ou não coincidir com a versão que se tenha do mundo real. A coerência pode estar ligada a uma interpretação e, por isso, depende, em grande parte, das inferências que o leitor seja capaz de fazer a partir das "pistas" textuais e de seu conhecimento do tema e do mundo.
Partindo do ponto de vista citado, decidimos desenvolver nas turmas de 8ª série uma atividade com o objetivo de estabelecer uma unidade de sentidos com alguns gêneros textuais, através da atividade a seguir:

PRODUZINDO O TEXTO:

  • Recurso utilizado: jornal
  • Procurar em jornais, notícias ou reportagens recentes com temas do interesse dos alunos;
  • Leia o texto, recorte e cole em folha extra;
  • Agora comece a produzir um novo texto, escolha o gênero desejado, utilize argumentos convincentes para justificar sua opinião;
  • Lembre-se de que seu texto será lido por um público leitor escolhido por você;
  • Procure ser breve e objetivo, pois assim que seu texto for lido, será publicado na escola como veículo de comunicação.
  • Fique atento à linguagem formal, que deverá ser utilizada.

IMAGENS EXECUTADAS DURANTE O DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE












domingo, 27 de janeiro de 2013

Novas leituras mediadas pelas tecnologias na sala de aula.


Relato com registros das ações desenvolvidas durante a execução das atividades:

              1º  Momento:
*          A professora apresentou a proposta das atividades aos alunos para que pudessem apreciar e dar sugestões.
*      Os alunos decidiram pesquisar sobre um escritor da nossa cidade, o qual,  escreveu um livro sobre “o coronel Dias Coelho”. Pessoa ilustre, coronel e político que viveu  no século XIX , na região de Morro do Chapéu.

2º Momento:
*      Os alunos, em sala de aula, em grupos, prepararam as questões para efetivarem a entrevista;
*      Em atividade extraclasse realizaram as entrevistas, fazendo registros escritos e fotográficos.

3º Momento:
*      Levaram todos os registros  para a sala de aula para que a professora fizesse possíveis correções, juntamente com os alunos.  A confusão foi grande! Todos queriam apresentar ao mesmo tempo, mas a professora soube coordenar, de forma que a aula prosseguisse  normalmente.

4º Momento:
*      Os alunos fizeram muitos questionamentos a respeito das características de uma boa entrevista. Uns falaram pouco, outros demais... Em seguida, fizeram as modificações necessárias, mediadas pela professora.

5º Momento:
*      Os alunos esclareceram e determinaram a função de cada membro das equipes, escolheram líderes, etc.;
*      Fizemos ensaios em sala de aula, para que os alunos não apresentassem no momento da entrevista, nenhum aspecto de timidez;
*      A professora incentivou e valorizou o trabalho dos alunos, para que estes se sentissem importantes e desenvolvessem com êxito as atividades;

6º Momento:
*      Os alunos, após reconhecerem a importância da mídia impressa, realizaram posteriormente cartazes, com vistas à valorização da imagem.
Obs.: após o 8º momento, conforme apresentamos no plano, realizamos uma mesa redonda, na sala de aula, com a presença do entrevistado, alunos e demais pessoas da comunidade local, para discutirmos e conhecermos melhor o que foi estudado.
Quando pensamos em entrevistar um artista local, tivemos como objetivo, conhecer e resgatar a história de nosso povo e posteriormente estudarmos os que estão mais distante de nós.
Executar a atividade, não foi fácil, pois lidar com pessoas, com ideias e atitudes diferentes, resulta em muita confusão. Mas, se coordenarmos com calma, planejamento,  segurança e persistência, com certeza atingiremos os nossos objetivos.

Proposta de trabalho realizada com alunos da 8ª série do Ensino Fundamental.


                                                                                                                                                                                                                                  

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

INSERÇÃO DAS TICs NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Durante quatro semanas, estudamos na 8ª série do Ensino Fundamental, ressaltando os seguintes gêneros textuais: poesia, crônicas contos, dentre outros. Utilizamos a metodologia do GESTAR para trabalharmos os conteúdos. As aulas foram excelentes. Os alunos apresentaram suas produções, utilizando as TICs nos seminários. Produziram vídeos e slides. Para complementar, as atividades também foram apresentadas no turno noturno com a participação da plateia formada pelos alunos da EJA III. A seguir apresentamos algumas fotos comprobatórias.






domingo, 16 de dezembro de 2012

PROFESSORES - TERRITORIAL D EM ENCONTRO DO GESTAR

Durante o dia 14 de Dezembro, no Colégio Deocleciano, em Jacobina,  professores articuladores de Língua Portuguesa e Matemática.





sábado, 10 de novembro de 2012

Em que as tecnologias modificam as nossas vidas?

Entrevista com Laymert Garcia dos Santos, publicada na edição nº 392, novembro de 2008.
Fonte: http://www.mundojovem.com.br/

Laymert Garcia dos Santossociólogo da tecnologia e professor da Unicamp-Campinas.
O impacto das novas tecnologias na sociedade é uma realidade da qual não podemos fugir. Entre luzes e sombras, caminhamos para o futuro com as tecnologias entrando cada vez mais nas diferentes tarefas do cotidiano. Embora o Brasil tenha ingressado mais tarde nestes avanços, segundo o sociólogoLaymert Garcia dos Santos, o país pode ter um ponto de vista diferente.


Com uma população mais jovem e moderna do que os países do Primeiro Mundo, tem uma abertura para o novo, cujo potencial é muito grande. Para isso, é necessária a articulação da nossa cultura, muito rica e vital, com as novas tecnologias.
  • Qual o contexto atual das mudanças tecnológicas?
    Existem três tipos de tecnologias interligadas. São três grandes linhagens tecnológicas que começaram a modificar o mundo a partir da década de 1970: as chamadas tecnologias da informação, que lidam com a informação digital; a tecnologia genética, que lida com a informação genética; e uma terceira, que é a nanotecnologia, que lida com as transformações da matéria em escala nano. De um lado, temos as modificações da tecnologia nas informações comunicacionais, incluindo aí o computador e tudo o que está relacionado à comunicação digital. De outro lado, estão as tecnologias da vida, e as da transformação da matéria em escala nano. Uma questão importante é que há uma convergência dessas tecnologias. E ela é cada vez maior. Há um efeito de aceleração pelo fato de elas estarem confluindo e pelo fato de umas estarem influindo no desenvolvimento das outras. É claro que a informação genética não poderia existir sem a informação digital. Todas elas inserem-se dentro da revolução cibernética que veio com a Terceira Revolução Industrial. E a da escala nano também não poderia existir se não tivesse uma interlocução forte entre estas três linhagens.
  • E isso atinge a vida das pessoas?
    Isso modifica completamente a vida das pessoas, sobretudo a das novas gerações. As pessoas que têm atualmente 60 anos, eram jovens quando a revolução cibernética começou a acontecer, na década de 1970. Algumas dessas pessoas encontram dificuldade numa série de coisas. Do computador, por exemplo, assim como em relação ao celular, à máquina fotográfica, que também é digital, a secretária eletrônica, enfim, todos os aparelhos que antes não eram digitais e que hoje são. Por exemplo, mandar uma mensagem escrita através do celular qualquer jovem faz com a maior facilidade. Isto ocorre porque ele já nasceu nessa geração completamente cibernética. Só que esse processo evolui numa rapidez espantosa: nós estamos vivendo uma aceleração da aceleração. Aquilo que os jovens conseguem fazer com muita velocidade e facilidade, pelo menos aqueles que estão inseridos neste mundo digital, eles também vão ter que saber lidar com a evolução crescente. Caso contrário, ficarão numa situação semelhante à da geração anterior.
  • Num país tão diverso quanto o Brasil, de desigualdades sociais tão grandes, como é que as novas tecnologias entram?
    É um problema seríssimo realmente, porque o upgrade tecnológico das novas gerações, além de ser um problema geracional, é também um problema social para aqueles que não estão dentro do trem-bala. Quem está dentro dele é quem está acompanhando ou está podendo acompanhar a evolução tecnológica. A nossa sociedade, como é muito desigual, tem muitas pessoas que não podem acompanhar. E como existe uma aceleração crescente, os que estão fora do trem ficarão cada vez mais fora mesmo. Um dos problemas da Terceira Revolução Industrial é que ela é, pela primeira vez, excludente, não inclusiva. E o capitalismo torna-se cada vez mais excludente: não tem lugar para todos.
  • Então as tecnologias podem ter benefícios e riscos?
    A questão principal com relação às tecnologias é que a gente não considera o que alguns autores chamam de efeitos colaterais ou o acidente. Todas as tecnologias, quando inventadas, inventam também o seu acidente específico. Nós sempre estamos focados na positividade da tecnologia, nunca na negatividade. Dos anos de 1980 para cá, começou a surgir dentro da Sociologia um ramo chamado Sociologia do Risco, que começou a pensar justamente nos efeitos colaterais inerentes à tecnologia, os efeitos sociais. O risco começou a ser pensado e considerado, mas acho que ainda falta muito a ser pensado sobre todos os efeitos disso.
  • Existe a possibilidade de um equilíbrio em relação a este ufanismo que há com as tecnologias?
    Existe uma espécie de ufanismo em relação principalmente à tecnociência, e não só às tecnologias. Porque a gente ainda acredita muitas vezes numa ideia de progresso infinito, que vem do século 18, e numa ideia de progresso inquestionável. Penso que a sociedade tem que colocar sobre a mesa os riscos e os efeitos colaterais junto com a tecnologia e discutir isto tudo junto. Porém a tecnociência não pensa assim, porque cada vez que estas questões são colocadas na mesa, os cientistas acham que o questionamento é uma saudade do tempo pré-moderno, que é arcaico. A mídia, por exemplo, só é aberta a um único ponto de vista, que é do progresso da ciência. Não sou contra o progresso, mas isso tudo precisa ser discutido também do ponto de vista político e não apenas científico.
  • Você acha que existem algumas ações políticas, governamentais ou não, de acesso às novas tecnologias?
    Conheço uma experiência interessantíssima, que é do Ministério da Cultura, que tenta pensar as novas tecnologias junto com a questão da cultura brasileira, sobretudo voltada para o público jovem. Os pontos de cultura, por exemplo, são pensados nesta perspectiva, já integrando tecnologia e cultura, que quase nunca na nossa sociedade foram pensadas junto. O uso de softwares livres e a produção do conhecimento e da informação podem favorecer setores excluídos.
  • Como a escola poderia usar melhor a tecnologia?
    Acho que a escola ainda não entendeu completamente o sentido da Terceira Revolução Industrial. Ela acha que a tecnologia é só uma ferramenta. Mas não no sentido como a tecnociência usa, porém uma ferramenta como apenas um instrumento. A tecnologia é muito mais do que isto. A cibernética nos introduz numa outra dimensão, porque nossa vida passa a ter uma outra dimensão. Além de massa e energia, a terceira dimensão da matéria é a informação. A revolução cibernética lida com o plano da informação e isto é muito mais do que uma questão só de aparelhos e de como aprender a lidar com eles. Existe uma lógica diferente, uma flexibilidade operatória diferente, uma maneira de viver e de pensar diferente e a escola ainda não entendeu este sentido amplo. Ela precisa avançar.

Tecnologias no cotidiano: desafios para a educação

Observando ao redor, no ambiente doméstico há o computador, a TV, o microondas, a antena parabólica, o telefone, o vídeo, o fogão... em tudo pode-se observar a presença da tecnologia e/ou o produto de um processo tecnológico: a caneta, o cafezinho, a água ozonizada, a tesoura, o tecido da toalha etc. Ocorre que esses objetos e alimentos são resultado de processos tecnológicos, da ciência, da invenção, da criatividade do ser humano para facilitar, aprimorar a vida, gerando mais qualidade da espécie.
O velejador Amyr Klink afirmou que a verdadeira tecnologia está em garantir a qualidade do que se faz aproveitando o máximo possível de tudo o que se dispõe, para se atingir uma meta ou objetivo. Por exemplo: ele calculou quantos dias velejaria até o Pólo Antártico e organizou porções diárias de ameixas devidamente embaladas, pesando as gramas da fruta para não exceder o limite estritamente necessário durante o período em que precisaria se alimentar. Fez isso também para facilitar seu uso e reduzir as possibilidades de sucumbir todo seu projeto. Ou seja, evitar qualquer obstáculo, de forma planejada. Ele sugere que a tecnologia está para atender à humanidade desde a sua forma mais simples até a mais sofisticada.
Criação e desenvolvimento
Desde que o ser humano passou a se sentir ameaçado na sua sobrevivência, iniciou-se um processo de conquista, de domínio sobre os recursos naturais através do seu alto grau de inteligência e criatividade para utilizar os recursos naturais existentes em seu próprio benefício. Criou diferenciadas ferramentas em cada época para dominar debilidades físicas em relação às demais espécies. Por conseguinte, através da invenção de inúmeros equipamentos, ampliaram-se suas competências associadas ao raciocínio e à habilidade manual própria do ser humano.
Outro fator que contribuiu para o aprimoramento, e ainda contribuiu para a tecnologia, é a capacidade natural de relacionamento dos humanos, da qual originou a cultura. Essa diversidade cultural resultou numa agregação de saberes, de formas e de técnicas de fazer coisas, costumes e hábitos sociais que foram propagados de geração em geração.
Estratégias para a educação
Mesmo com toda a tecnologia presente no mundo, é preciso aprimorar as estratégias mais eficazes para que nós, professores/educadores, e os alunos sejamos ou passemos a ser bons comunicadores. Esse domínio da comunicação requer prática, paciência, persistência e o desenvolvimento da capacidade de aprender a aprender, de adquirir o know-how a partir da leitura de bons livros, jornais, revistas, filmes, músicas, participando de cursos, estando atentos ao que acontece no mundo que nos cerca. É preciso dedicação também para aperfeiçoar a competência de aprender a fazer mais com menos, como evidenciou Amyr Klink ao planejar sua viagem.
Achei interessante a análise entre as linguagens exploradas num filme e as linguagens de um livro. Neste último a imaginação pode ser incitada a visualizar ambientes, experimentar, afetando o leitor, enredando-o e/ou cativando-o, fazendo com que instigue a imaginação, cabendo-lhe a tarefa de recriar a mensagem conforme sua cultura, suas vivências e o contexto criado pelo autor. Como o código é escrito, o ritmo pode ser mais lento, permitindo retrocessos.